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Provavelmente todo mundo se pergunta algum dia na vida “Quem sou mesmo?”, “Quais são as energias que me estão guiando na vida?”, “Quais são as minhas verdadeiras capacidades e forças?”, “Como posso acessar meu total potencial?”
Acredito que nenhuma ciência oferece tantas respostas quanto os antigos estudos yoguicos sobre os centros energéticos do corpo humano. Entendemos os trabalhos e os funcionamentos de nossos chakras, recebemos uma imagem tão diferente, fascinante e elevada do nosso corpo.
Para trabalhar os nossos chakras efetivamente não precisa muita coisa, não precisa ter clarividência, nem ser intuitivo, ou outras destas capacidades elevadas. Durante um trabalho você vai provavelmente sentir que a sua sensibilidade para as energias mais sutis vai aumentar, quase automaticamente.
A ativação e harmonização dos chakras é verdadeiramente muito fácil, que às vezes deixa suspeitar que os sábios antigos complicaram este conhecimento, para que a humanidade não subestimasse seu verdadeiro valor. Ou, talvez, seja o resultado de uma consciência nova, um novo passo evolutivo, que deixa este tesouro de sabedoria de acesso mais fácil, e desta forma atinge mais pessoas.
Os próximos parágrafos devem ser entendidos como um estudo básico sobre a natureza dos chakras. Tentamos usar uma linguagem fácil, para permitir aos leitores fazer deste estudo um conhecimento próprio. Ao mesmo tempo queremos convidá-los a procurar professores de Kundalini Yoga para se aprofundar mais nesta matéria.
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Desenho histórico Tibetano, mostrando a interligação entre chakras e nadis.
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A palavra chakra é de origem sânscrita e significa "roda". São centros ou vórtices de energia. Os vedas (2000 a.C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem noticia. Quando foi escrito o yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras. Esta e outras fontes históricas citam uma quantidade de 88.000 chakras e 350.000 nadis no corpo humano. Isso significa, que todas as partes do corpo contêm estes órgãos sensíveis, para receber, manipular e transportar a energia vital (Prana). A maioria dos chakras é muito pequena. Existem aproximadamente 40 chakras secundários de maior importância (considerados de tamanho grande), que se encontram na área do do baço, da nuca, na palma da mão e na sola do pé.
- Compreender os chakras pode nos ajudar a compreender como a energia é processada por um ser humano dentro da vasta e complexa interação de uma existência de múltiplos níveis. Ao estudar Kundalini Yoga, iremos nos concentrar nos oito chakras principais.
- O yoga clássico conta sete chakras principais (também chamado de Chakras Magnos, correspondentes a áreas do sistema endócrino ou aos plexos nervosos), os quais estão alinhados na frente da axis vertical do corpo. Estes chakras são essenciais para as funções mais importantes do corpo de cada pessoa. A Kundalini Yoga considera a aura como o oitavo chakra principal do corpo humano (corresponde ao campo magnético).
A natureza dos chakras é energética e se manifesta nos corpos energéticos de qualquer ser vivo. Nesta forma são percebidos como vórtices (rede moinhos ou míni-ciclones), que fazem circular as energias numa determinada frequência. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos energéticos e através deles nosso corpo energético se manifesta mais intensamente no corpo físico.
Quando os chakras estão harmonizados, as correntes da vida fluem com mais vigor através das estruturas etéreas, influenciando beneficamente os órgãos físicos. Assim, as emoções tornam-se mais intensificadas, as atitudes mais otimistas, além da autoconfiança e amor-próprio.
- Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que o "prana", flua para cima por intermédio do sistema endócrino. O sentido giratório é oposto entre homem e mulher. Se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento ou a doença.
Na literatura indiana os chakras também são chamados de Lótus, pela sua forma que lembra uma flor com pétalas. As pétalas refletem os canais energéticos (Nadis) conectados ao chakra, pelos quais as energias fluem para os campos energéticos. Através destes Nadis os chakras estão interconectados. A quantidade de pétalas começa com quatro (Chakra Básico) até quase mil (Chakra Coronal). Perpassando a coluna espinhal existe um canal (parecido com o talo do Lótus), que conecta os chakras com o canal energético (Nadi) mais importante chamado Shushuna, que está situado na coluna vertebral.
- Os primeiros três chakras são conhecidos como Triângulo Inferior, enquanto o quinto, o sexto e o sétimo chakras são conhecidos como Triângulo Superior. O quarto chakra, o Chakra do Coração, é o ponto de equilíbrio entre os demais, onde a experiência muda de "mim para ti" ou de "mim para nós."
- Nenhum chakra funciona isoladamente. Quando exploramos a Anatomia do Yoga, precisamos mudar a nossa compreensão da necessidade de analisar e separar, para uma abordagem mais holística que reconheça que tudo funciona em uníssono. Os chakras fazem parte de um ciclo maior de evolução e de transferência, manifestação e sublimação. Os chakras do Triângulo Inferior focalizam a eliminação e a redução e são equilibrados pelos chakras do Triângulo Superior, que acumulam, criam e refinam.
- Os primeiros cinco chakras estão associados com cada um dos cinco tattvas (elementos densos: terra, água, fogo, ar e éter) e com as qualidades que cada elemento representa. Os três chakras superiores correspondem a domínios mais sutis, portanto não há mais correlação com as tattvas.
- O Prana, a energia vital, dá força aos chakras, limpando os bloqueios para o fluxo natural e livre da energia através deles. Kundalini Yoga facilita essa limpeza, ao equilibrar e maximizar o funcionamento do corpo, da mente e do espírito.
- Os chakras afetam nossas percepções, sentimentos e escolhas. Eles afetam o fluxo e os tipos de pensamentos que temos e a energia que reunimos para agir a partir deles e manifestá-los. Em todos os nossos comportamentos, os chakras afetam o relacionamento entre consciente e subconsciente. Abrir e equilibrar os chakras abre os sentidos e os integra numa rede interativa que pode relacionar-se a uma fonte de campo de energia maior, da qual viemos e para onde retornaremos.
O Triângulo Inferior:

Primeiro Chakra - Muladhara (Chakra Raiz, Chakra Básico ou Radico)
O mais baixo dos chakras fica na parte inferior do assoalho pélvico, e é chamado de Muladhara, que significa o apoio de raiz. Aqui dorme a energia kundalini poderosa em sua forma como uma serpente com a cauda em sua boca. A muladhara equilibrada e saudável dá um forte senso de segurança, enraizamento, força interior inabalável e a sensação de estar confortável e seguro no mundo.
Localização - Extremidade final da coluna vertebral, entre o ânus e os órgãos sexuais. Elemento (tattwa) - Terra Cor - Vermelho. Características - Segurança, Sobrevivência. Qualidades Positivas - Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança. Qualidades Negativas - Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.
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Segundo Chakra - Svadhisthana (Chakra Sacro ou Chakra Sexual) Localização - Órgãos sexuais. Elemento (tattwa) - Água Cor - Laranja. Características - Criatividade. Qualidades Positivas - Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância. Qualidades Negativas - Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.
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Terceiro Chakra - Manipura (Chakra do Umbigo ou Umbilical) Localização - Area do Ponto do Umbigo, plexo solar. Elemento (tattwa) - Fogo Cor - Amarelo. Características - Ação, Equilíbrio. Qualidades Positivas - Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação. Qualidades Negativas - Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.
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Ponto de equilíbrio entre os triângulos:
Quarto Chakra - Anahata (Chakra do Coração ou Cardíaco) Localização - No centro do peito, sobre o esterno, ao nível dos mamilos. Elemento (tattwa) - Ar. Cor - Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor). Características - Amor, Compaixão. Qualidades Positivas - Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz. Qualidades Negativas - Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.
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O Triângulo Superior:
Quinto Chakra - Visuddha (Chakra da Garganta ou Chakra Laríngeo) Localização - Garganta. Elemento (tattwa) - Éter. Cor - Azul claro. Características - Força Projetiva da Palavra. Qualidades Positivas - Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz. Qualidades Negativas - Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.
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Sexto Chakra - Ajna (Terceiro Olho ou Chakra Frontal) Localização - Na testa, entre as sobrancelhas. Elemento (tattwa) - Todos os Elementos. Cor - Azul índigo. Características - Intuição, Sabedoría, Identidade. Qualidades Positivas - Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria. Qualidades Negativas - Dores de cabeça, Falta de concentração, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão.
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Sétimo Chakra - Sahashara (Chakra Coroa ou Coronário) Localização - No topo da cabeça, bem no centro. Elemento (tattwa) - Todos os elementos. Cor - Violeta. Características - Humildade, Imensidão. Qualidades Positivas - Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito. Qualidades Negativas - Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.
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Oitavo Chakra - A Aura Localização - Campo eletromagnético. Elemento (tattwa) - Todos os elementos. Cor - Branca. Características - Radiância. Qualidades Positivas - A aura combina os efeitos de todos os chakras e constitui a projeção total dos mesmos. A aura projeta e protege. Qualidades Negativas - Timidez, Introversão, Vulnerabilidade.
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Ao abrir e equilibrar os chakras, os sentidos se abrem, integrando-se a uma rede ativa de funcionamento que pode relacionar-se a uma fonte maior de energia.
A kundalini é o filamento do Infinito empurrado através do pequeno furo da finita agulha da criação.
Cada parte nossa: o corpo, um órgão, uma célula ou uma molécula, vibra e relaciona-se com esse campo maior. Cada parte pode criar uma mistura de qualidades energéticas, que pode ser uma semente, junto a qual o Infinito pode alinhar-se e manifestar-se. Isso costumava ser chamado de mágica, xamanismo ou alquimia. Era o pensamento dimensional cruzado. É a arte e a ciência de uma conversa com a alma.
O único instrumento para a tarefa de codificar estas interconexões entre as dimensões e a alma-consciente de si, no ser humano consciente. Os mestres (todos os exploradores dos domínios interiores das possibilidades humanas) concordam em relação ao caminho. Eles dizem que cada experiência é única, mas o processo de se obter essa consciência tem muitos aspectos e leis comuns. O campo Infinito, em que nós basicamente estamos, é tão criativo, original e complexo que nenhum individuo jamais é igual ao outro; nenhum de nós é simples parte de uma engrenagem, como a de um cortador de biscoitos cósmico. Cada um de nos é feito com mais amor, singularidade e potencial do que isso.
Longas classificações intelectuais dos passos da experiência transcendente são evitadas por sua própria natureza inexata e elas são classificadas como distrações falsas e traição à humildade necessária para aproximar-se do Infinito. A expressão mais autentica do Infinito e a vida de um santo. O único registro real dos domínios despertados são as nossas ações e a nossa compaixão. Cada palavra, cada ação, cada sucesso e cada fracasso é a expressão estruturada da Vontade Divina harmonizada, que se manifesta através de cada individuo na sua experiência de vida atual. Eis porque as histórias e artefatos da vida de um santo são tão úteis e poderosos. Eles nos apontam exatamente em direção a lua, mesmo que não seja a própria lua. Eles nos treinam onde colocar nossa atenção e onde render os véus do ego. Eles nos passam metas, atitudes e crenças que nos ajudam a aplicar uma sadhana, uma disciplina à própria auto-iniciação e ao despertar da kundalini. As portas da alma são abertas quando os chakras estão equilibrados e despertos com técnicas especiais, mais do que com as regras da vida.
Fontes: [100],[200] |
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